Pós-Venda: 8 estratégias que podem fidelizar, encantar e fazer o cliente voltar sempre

No mundo do marketing e da publicidade muito se fala sobre a aquisição no funil de vendas, que é quando conseguimos um cliente novo. Porém, muito pouco exploramos a parte de pós-venda, que é a retenção, ou seja, fazer com que o cliente continue gastando dinheiro com a gente. Então hoje vamos falar sobre esse assunto! Bora?

Conhecido como Funil Pirata, a estrutura de vendas precisa de atenção como um todo, e não só na aquisição.

Pós-venda: o que é?

O pós-venda é um conjunto de estratégias e ações que uma empresa faz após o cliente concluir uma compra.
Como dissemos no conteúdo sobre a Black Friday, o processo de compra não termina no checkout, aliás, ele só deve terminar quando o cliente disser “Chega. Agora não quero mais relações com essa empresa”, para chegar nesse ponto é porque alguma coisa errada, você fez.

De qualquer forma, dentro das ações de pós-venda estão:

    • O atendimento ao cliente, caso ele tenha dúvidas ou reclamações sobre o produto, precisando de um suporte;
    • As comunicações enviadas após a conclusão da compra, como e-mails ou mensagens de WhatsApp com conteúdos promocionais e de follow-up;
    • Publicidade direcionada a públicos que já fizeram uma compra antes, o famoso remarketing.

Uma boa estratégia de pós-venda engloba o estreitamento das relações empresa-cliente e visa manter o cliente fidelizado, encantado e sempre comprando novamente com você.

Por que eu preciso ter uma estratégia de pós-venda?

Para responder essa pergunta, preciso que você reflita sobre quanto custa para a empresa adquirir um cliente novo.
Dentro dessa conta precisam estar todos os investimentos financeiros que você faz para converter uma pessoa ou empresa em cliente.
Não apenas o dinheiro que você coloca no anúncio de fato, nas diversas mídias, mas também o valor do tempo dedicado a esses anúncios, traduzido no salário dos colaboradores ou no fee mensal da sua agência de publicidade.

Pensou? Ótimo. Agora você já tem a resposta para a pergunta do item. É mais barato manter um cliente ou adquirir um novo?
Você já pagou pelo cliente que você já tem, então otimize esse cliente fazendo com que ele esteja sempre feliz com o seu serviço, assim voltará sempre que precisar.

Conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais que manter um atual – Philip Kotler

Além da questão financeira, também tem essas outras vantagens:

    • Um pós-venda bem feito pode gerar brandlovers, pessoas que gostam tanto da sua marca que a divulgam para amigos, familiares e qualquer pessoa que estiver precisando do seu produto ou serviço;
    • Você passa a conhecer melhor os seus clientes, como informação é poder, aplicar esse conhecimento no topo do funil reflete na diminuição do custo de aquisição de clientes, métrica conhecida como CAC;
    • Conhecer melhor os seus clientes, também ajuda a identificar novas dores e necessidades deles, que você pode resolver desenvolvendo novos produtos ou soluções na frente da concorrência.

8 estratégias para melhorar o seu pós-venda e reter mais clientes

Pode acreditar quando eu digo: um arroz com feijão bem feito já é muito mais do que a maioria das empresas faz.
Portanto, a estratégia de pós-venda não precisa ter ações mirabolantes e diferenciadas para dar certo.

Basta fazer o básico bem feitinho e pronto. Você já estará muito na frente da concorrência.
E mais: Roma não foi construída em um dia. Não se desespere se parecer que tem muita coisa para fazer; tem mesmo, mas é de pouquinho em pouquinho que o resultado vai aparecendo.

Cumprir o que prometeu

Não falei que era básico? Tem muita empresa que promete mundos e fundos, e na hora de entregar põe na conta do Abreu – se ele não entregar nem eu.
Para 94% dos brasileiros, um bom atendimento é fundamental para realizar uma compra, de acordo com a pesquisa do portal Mercado & Consumo, divulgada em 2020.

Se você anuncia uma caixa de som que tem 4 alto-falantes, entregue ao cliente uma caixa de som que tem 4 alto-falantes.
Pode até parecer óbvio, mas o óbvio também precisa ser dito.

Entregar mais do que o esperado

Você já deve ter sentido isso ao comprar um produto ou serviço. Sabe quando você vai fazer o unboxing e encontra mais do que estava esperando?
Essa é uma ótima estratégia para encantar os clientes. Através de ações simples, baratas e inteligentes, você vai conquistando seus corações.
Veja abaixo algumas ideias de como superar expectativas:

    • Enviar uma cartinha personalizada, escrita à mão;
    • Enviar um brinde;
    • Oferecer um cupom de desconto para a próxima compra;
    • Criar vantagens exclusivas para quem já é cliente;
    • Entregar um conteúdo relevante e que tenha a ver com a compra;
    • Caprichar na embalagem do produto.

Resolva problemas

Problemas acontecem. Mesmo no processo mais impecável do mundo, erros acontecem porque o ser humano é falho.
A questão não são os problemas que aparecem no meio do caminho, e sim a forma como a empresa lida com eles.
Aliás, eles podem ser até uma oportunidade de transformar o cliente em promotor da marca. Foi o que aconteceu comigo e com o Descomplica, olha só:

O cliente pode não estar errado

Eu sei como pode ser cansativo e estressante lidar com clientes, porque tem muita gente por aí querendo tirar vantagem da boa-fé alheia.
Mas isso não significa que todas as reclamações serão dessa natureza, sem razão. Então sempre ofereça o benefício da dúvida aos clientes e faça o possível para resolver a reclamação de forma amigável.

Cliente feliz é cliente que volta e recomenda

De acordo com uma estimativa do Sebrae, Associações Comerciais e Federações Industriais:

      • 70% das empresas não fazem o cadastro de seus clientes;
      • 85% nunca fizeram pós-venda;
      • 94% nunca usaram tecnologias digitais para monitorar seus clientes;
      • 97% não conhecem o NPS.

Aproveitando, a NPS é uma métrica que avalia a satisfação dos clientes com a empresa. Para saber qual é a sua nota, basta perguntar pra os clientes “de 0 a 10, o quanto você indicaria nossa empresa aos amigos?”

A fórmula para chegar na sua NPS é:
% de clientes felizes (notas 9 e 10) – % clientes infelizes (notas de 0 a 6) = NPS
Uma empresa que avalia essa métrica constantemente é o iFood. Já reparou que sempre que um pedido é finalizado e você avalia o restaurante, aparece o seguinte texto:

“Avalie o iFood também. Em uma escala de 0 a 10, qual é a chance de você indicar o iFood para um amigo?”

Isso é o iFood constantemente calculando a NPS dele para manter os clientes sempre felizes e satisfeitos com o serviço.

 

Faça follow-up

Follow-up nada mais é do que um acompanhamento. No caso do pós-venda, é muito importante manter o cliente informado sobre seu pedido.
Desde a confirmação de pagamento, status de despacho, trajeto e entrega. Criar esse follow-up indica que você se preocupa com a felicidade do cliente, com a compra dele.
E não só no momento do pós-venda, como também depois que o Lifetime Value (LTV) chega ao fim.
Lifetime Value é uma métrica muito importante que determina o ciclo de venda da empresa.

Por exemplo, se você é um hipermercado que tem como persona a pessoa que faz compra todo mês, então o seu LTV é de 30 dias.
Se você for uma agência de publicidade que trabalha só com contratos anuais, então o seu Lifetime Value é de 12 meses e assim por diante.
Sempre que o LTV está se aproximando do fim, é necessário começar a lembrar o cliente da sua existência, para que quando chegar o momento de uma nova compra, ele saber que você está à disposição.
Isso ajuda muito a manter o cliente fidelizado.

Informe as novidades

É uma dica simples, mas eficaz. Sempre que a estratégia de vendas mudar, sempre que houver uma promoção diferentona, avise os seus clientes atuais.
É aí que o upsell acontece. Upsell é quando você já tem um cliente, mas ele converte para uma versão mais cara do seu produto ou serviço, contribuindo assim para o ticket médio da empresa.

Faça parcerias

A parceria é um canal de aquisição poderosíssimo que muito poucas empresas exploram. Uma vez durante um curso ouvi sobre um case interessante que vai ilustrar bem essa dica.
Uma empresa de turismo, que vendia pacotes de viagem, estava tentando melhorar a fidelização e o encantamento dos clientes que viajavam para destinos frios do Brasil.
Então a equipe de marketing resolveu fazer uma parceria com uma loja de chocolates local. O chocolate era um dos atrativos da cidade, portanto a concorrência pelos turistas era forte.

Empresa de turismo e loja de chocolates fizeram então um combinado: todos os clientes que viajassem para a cidade ganhariam de brinde um pequeno kit de chocolates dessa loja, de forma gratuita, juntamente com uma cartinha escrita à mão pelo marketing da empresa de viagens.
Bom para o cliente, bom para a agência de turismo, bom para a loja de chocolates, que ganharia mais um cliente direto sem precisar se preocupar com a concorrência – afinal de contas, quem viaja sempre leva uma lembrancinha para os amigos e familiares.

Acompanhe o blog da Spaço

Aqui no blog sempre tem dicas preciosas para você melhorar o seu marketing e sair na frente dos concorrentes. Gostou do texto? Então compartilhe nas redes sociais e aplique as dicas! Depois conta pra gente o que deu certo. Até a próxima!

 


Case de sucesso: Escola Conquer alavanca vendas liberando cursos de graça

A Escola Conquer é uma instituição privada de educação, que tem como principal proposta de valor a capacitação profissional, se considerando uma “escola de negócios”. Com mais de 1 milhão de alunos e 17 mil horas de aulas, a EdTech é um exemplo de crescimento acelerado a ser seguido. É por isso que hoje trouxemos um case de sucesso recente da escola para você se inspirar – e aplicar ao seu próprio negócio, é claro.

A redatora que vos escreve acompanhou esse case ao vivo, então trata-se de um relato vindo de um lead qualificado da Escola Conquer. O texto de hoje vai ser baseado nessa observação que fiz sobre a estratégia do time de marketing da Conquer, que quase ninguém percebeu. Vamos lá então?

Divulgação do curso “Comunicação & Oratória”

Fui impactada pela campanha do curso de Comunicação e Oratória em meados de julho, pelas redes sociais. A mecânica era simples: o curso, que na época custava R$ 1.998,00, ficaria liberado gratuitamente para as pessoas que quisessem aprimorar uma soft skill durante um período pré-determinado. As inscrições deveriam acontecer até o dia 23 de agosto.

Mas o que a Conquer ganha liberando um curso de quase 2 mil reais de graça? E sem limite de alunos cadastrados? Parece loucura, né? Mas não é. Vem comigo que eu te explico:
Como eu disse antes, as pessoas tinham uma data limite para se inscreverem no curso, como também tinham uma data limite para fazer as aulas; elas não ficariam lá para sempre.

E quando você faz um treinamento ou qualquer capacitação do tipo, quais são os seus objetivos? Ser um profissional melhor, é claro, mas tem um detalhe: sem o certificado do curso é mais difícil convencer as pessoas de que você realmente domina aquele assunto, correto? É a mesma lógica de querer trabalhar em qualquer profissão sem antes cursar a graduação correspondente; o mercado não vê com bons olhos e não contrata. Isso é um fato.

A mecânica da estratégia de marketing

Até aqui ok. Curso liberado, um montão de gente assistindo as aulas, quando chegado ao final, uma surpresa: o certificado não estava disponível. Nós, os alunos, teríamos que:

  • Finalizar pelo menos 70% do curso;
  • Assistir uma transmissão ao vivo no Youtube da Conquer, em um dia específico;
  • Pegar a senha para destravar o certificado;
  • Senha essa que seria falada durante a live

Ou seja, quer o certificado do curso? Assista a live. E tem que ser inteira, porque não divulgamos em que momento a senha será divulgada. Olha aí o “reclame” da danada:

Resumão da live com o Flávio Augusto

A transmissão foi feita com os sócios da Escola Conquer em conjunto com o Flávio Augusto, fundador da empresa Wise Up, Meu Sucesso e autor de vários livros. O conteúdo da live foi bastante motivacional e promoveu os próximos passos da Conquer.

Ela serviu para anunciar, por exemplo, que o Flávio Augusto estava entrando como sócio da escola, e o mais importante: a empresa estava lançando a Conquer Plus, uma plataforma de streaming com todos os cursos já lançados até então – que são muitos -, disponíveis para quem estivesse disposto a assinar.

E era aí que estava pulo do gato!

Se eles tivessem parado por aí, já teria sido uma ótima estratégia, mas não. O marketing foi ainda mais bem amarrado. Eu não tenho o print do ao vivo, mas veja só o número de visualizações da live: mais de 300 mil!

Me lembro que no dia seguinte fiz um post no LinkedIn sobre a estratégia deles, escrevi lá: no ponto alto da transmissão, havia 75 mil pessoas assistindo. Setenta. E. Cinco. Mil. Pessoas. É muita gente!

Lembra que eu falei lá no início que, para o aluno ter acesso ao certificado, ele teria que assistir à live, pegar a senha e só então destravar? Pois muito que bem. Eles não divulgaram a senha, simplesmente. A equipe criou uma landing page da Conquer Plus, os alunos tiveram que entrar nessa página e rolar até o final para pegar a senha e destravar o certificado.

Ou seja: obrigatoriamente, quem quisesse o certificado do curso teria que acessar a landing page e ser tentado a assinar a Conquer Plus, com todos os outros cursos da escola pela bagatela de 12x R$ 95,00, que dá um total de R$ 1.140,00.

E convenhamos que os leads assistindo a transmissão eram hiper qualificados: todo mundo ali iria amar ter acesso a todos os cursos da Conquer, afinal de contas, eles estavam dispostos a assistir uma live de uma hora só para conseguir um certificado.

Ah! A condição de preço também tinha prazo: os alunos que quisessem assinar por esse valor deveriam fazê-lo até o dia 03 de setembro. Depois disso, a assinatura subiria para 12x R$ 149,00, totalizando R$ 1.788,00 de investimento. Tudo para incentivar as pessoas a comprarem a assinatura ali, no ato, sem pensar muito.

Conclusão: o lançamento da Conquer Plus foi a estrelinha de toda essa ação. Demais, né? Agora vamos aos números.

Projeção de resultados

É claro que eu não tenho acesso ao índice de conversão dessa ação, mas podemos fazer umas continhas e imaginar um possível resultado. Eu adoro continhas.

Beleza. Tivemos 75 mil pessoas assistindo a transmissão. Se, digamos, 2% delas achou a ideia incrível e comprou a assinatura, quanto dinheiro a Conquer fez?

2% de 75.000 = 3.750 pessoas. Certo. Agora, considerando que essa galera toda fez uma compra de R$ 1.140,00 no ato, a Conquer garantiu, só com essa ação, R$ 4.275.000,00. É isso mesmo, se 2% de pessoas fecharam a assinatura, a Escola Conquer fez 4 milhões de reais em um dia.

É claro que devemos considerar que esse valor não foi atingido instantaneamente, afinal de contas a assinatura é parcelada. Porém, existem vários outros fatores, como os retardatários que assinaram depois e perderam o preço, portanto pagaram mais caro; ou ainda a galera que assinou no dia seguinte... enfim. Como vimos, a live teve em seu total mais de 300 mil visualizações. No fim das contas, esse número pode ter sido maior.

Ah! E outra coisa: divulgação gratuita da marca no LinkedIn. Não sei se o marketing da Conquer pensou nisso, mas no dia seguinte o meu feed só tinha certificado da escola, com o logo bem grandão. Brand awareness gratuito que fala, né?

O que podemos concluir de tudo isso...

Nada nessa vida vem de graça. Se você não paga pelo produto, o produto é você. Simples assim. A escola foi de uma inteligência impressionante, atraindo pessoas interessadas em se aprimorar profissionalmente com um curso muito bem feito, muito bem estruturado e que pode servir para todas as áreas profissionais. Quem não precisa saber se comunicar?

Além do mais, o curso foi uma palhinha do que os alunos têm dentro da plataforma Conquer Plus, com muito mais cursos, em diferentes áreas. E sinceramente, até que a mensalidade não está cara, não (mesmo sem o desconto).

Liberando o curso gratuitamente, nós, os alunos, viramos o produto, a pessoa de interesse, o lead hiper qualificado. Curso gratuito = vitrine gratuita. Fica aqui o meu imenso parabéns ao time da Conquer, que pensou em toda essa ação. Eu ia amar saber qual foi o índice de conversão! Se alguém da equipe estiver lendo isso, me chama no LinkedIn!

Será que deu certo?

Recebi um link divulgando o curso de Negociação & Influência gratuitamente outro dia mesmo. Não sei, só acho que deu tão certo que a Conquer está prestes a repetir a dose.


Como se planejar para a Black Friday e vender muito em 2021

A Black Friday de 2021 já está chegando e você precisa saber como se planejar para não ficar atrás da concorrência e arrasar nas vendas. Veja no conteúdo de hoje como e de onde a Black Friday surgiu, porque faz tanto sucesso e, principalmente, dicas e insights de como se planejar e vender muito na sexta-feira mais aguardada do ano!

Tudo começou nos Estados Unidos, na sexta-feira que segue o Dia de Ação de Graças, feriado tradicional e comemorado pela maioria das famílias norte-americanas. O evento do varejo americano costuma gerar filas que extrapolam quarteirões inteiros e provocam aglomerações com direito à empurra-empurra na porta das lojas.

Tudo isso com apenas um objetivo: garimpar os melhores produtos pelos menores preços, que, de acordo com a BBC, podem chegar a até 90% de desconto.

Além disso, mesmo com a pandemia no seu auge em 2020, só no e-commerce as vendas durante o período da Black Friday (26/11 a 30/11) aumentaram 27,7%, totalizando quase 8 bilhões de reais em faturamento, de acordo com o levantamento feito pela Neotrust / Compre&Confie.

Esses números são argumentos suficientes para você saber que, caso seja responsável pelas vendas de uma loja, seja ela virtual ou física, a Black Friday é sim um evento muito importante e que demanda planejamento, organização e criatividade. Fique com a gente até o final e aproveite as dicas!

De onde veio o termo “Black Friday”?

No começo, o termo se referia a algo ruim, infelizmente. Assim como outros termos que hoje são considerados racistas devido a sua origem negativa (denegrir, criado-mudo, da cor do pecado, a coisa tá preta, etc.) a primeira vez em que as palavras Black Friday foram usadas foi durante um abalo financeiro em 1869, quando muitas pessoas perderam grandes fortunas na Bolsa de Nova Iorque.

Então, depois de muitos anos, algumas lojas de departamento famosas começaram a patrocinar os desfiles de Papai Noel, que aconteciam em várias cidades do país, influenciando os consumidores a comprarem presentes para o Natal.

Você sabia que quem deu início às comemorações do Dia de Ação de Graças foi Abraham Lincoln? O presidente tinha esse costume de separar um dia e agradecer ao lado da família e resolveu fazer disso um feriado nacional, sempre na última quinta-feira de novembro, que mais tarde foi alterado para a quarta quinta-feira do mês, a fim de consumidores e lojistas terem mais tempo hábil para comprar – e vender.

Até 1990 a Black Friday ainda não era difundida em todo o território dos Estados Unidos.

O evento só tomou a forma que tem hoje na década de 1990. Até então poucos lojistas de algumas cidades – na Filadélfia e em Nova Jersey, por exemplo - usavam o recurso para vender mais.

Finalmente, em 2001 a Black Friday se tornou, pelo menos nos Estados Unidos, o dia mais importante de compras do ano. Com o passar dos anos e vendo o resultado incrível que a data proporcionava, os varejistas de outros países “importaram” a Black Friday, que acabou sendo incluída no calendário comercial do Brasil também.

Por que é uma data importante para o varejo?

Como comentei no início do texto, de acordo com o levantamento da Neotrust / Compre&Confie, só no varejo online o faturamento total da Black Friday em 2020 foi de R$ 7,72 bilhões, com um ticket médio de R$ 592,85. E olha que dado interessante: os homens representam uma faixa menor de consumidores (43,3%), mas eles gastam mais.

Além disso, o levantamento também divulgou as categorias de produtos mais comprados pelos consumidores, sendo elas: eletrodomésticos, telefonia, informática, entretenimento e materiais de construção.

Outra informação relevante sobre o desempenho da Black Friday de 2020 foi a faixa etária dos consumidores. Dos 6,77 milhões que fizeram compras, a idade média foi 37 anos. Além disso, desse total, tivemos 585,45 mil novos compradores, ou seja, pessoas que não fizeram pedidos em 2019.

  • 13,4% tinham mais de 51 anos;
  • 34,1% ficaram entre 36 e 50 anos;
  • 33,9% estavam na faixa de 26 a 35 anos;
  • E 18,6% tinham até 25 anos.

Varejo Offline

“Mas e as lojas físicas?”, você deve estar pensando. Infelizmente, para quem tem apenas lojas físicas, 2020 não foi um bom ano e 2021 provavelmente também não será. Enquanto no comércio online as vendas estavam fervendo, as lojas físicas se encontravam vazias e eram alvo de reclamações dos consumidores.

Inclusive, por conta das péssimas vendas do varejo offline, o faturamento total (somando on e off) caiu 14,5% no resultado geral da sexta (27/11/2020). Então, apesar do e-commerce estar arrebentando, não foi suficiente para proporcionar um crescimento no varejo como um todo. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

💡 Então a dica mais importante que temos para te dar hoje é: se você tem apenas lojas físicas e trabalha com varejo e consumidor final, arregace as manguinhas e crie a sua loja online o quanto antes se quiser faturar de verdade nessa Black Friday. Existem muitas plataformas de loja virtual e marketplace que não demandam conhecimento em programação de sites: você pode começar agora! Além do mais, também dá para começar vendendo pelas redes sociais. Basta querer 😉

- Shopee

- Enjoei

- Elo7

- Mercado Livre

- Magalu

- Nuvemshop

Tendências da Black Friday 2021

Além de observar e aprender com os dados, também precisamos saber o que esperar da Black Friday em 2021. Veja abaixo algumas tendências interessantes que os especialistas preveem:

1 – Comparação

Cada vez mais comum é o cliente que compara preços e pesquisa por avaliações. Plataformas como Zoom e Buscapé viraram os melhores amigos do consumidor de e-commerce, portanto é importante ter uma boa avaliação entre os seus clientes atuais, além de projetar preços competitivos.

2 – Experiência do cliente

A tendência do Marketing 4.0 em sua essência: o foco da venda precisa ser o consumidor, a experiência dele. Hoje não basta só vender, é preciso fidelizar e encantar para que o cliente volte a comprar com você depois.

Se você vende um produto online e investe num unboxing bem feito, com brindes e cartinhas, enquanto o seu concorrente não faz nada disso, com quem você acha que o cliente vai comprar de novo? Isso também vale para a Black Friday.

3 – Agilidade na entrega

Tem sido uma tendência ao longo dos últimos dois anos a preocupação de grandes empresas varejistas, como Mercado Livre e Magalu, investir na entrega rápida das compras online. E os consumidores aprovam. As últimas edições da Black Friday, inclusive, revelaram que a opção de frete mais escolhida pelos compradores foi Sedex, a entrega expressa dos Correios.

Isso prova que, para a maioria das pessoas, o que vale mais não é o desconto ou isenção do frete, e sim a entrega mais ágil.

Quais são os recursos necessários para planejar as vendas dessa data?

Certo. Já sabemos a origem da Black Friday e porque ela é tão importante para o varejo. Agora vamos explorar quais são os recursos que você vai precisar para planejar a data e vender muito. Vamos lá?

Tempo

É fundamental investir um tempo para pensar nas ações, suas etapas e colocar tudo no papel antes de começar a executar. Ainda falta pouco mais de um mês para o fatídico fim de semana de vendas expressivas, então dá tempo de parar, pensar, planilhar e depois executar.

Quanto tempo? Uma hora, um dia, uma semana, não importa: o que interessa é você saber quais passos vai dar com antecedência para poder prever possíveis obstáculos e dificuldades no caminho, além de criar uma base e uma noção sobre os outros recursos que vai precisar para atrair os clientes.

Investimento

Uma vez vi essa frase em um filme e ela faz sentido aqui: “quem quer rir tem que fazer rir”, então se você quer atrair clientes para comprar na sua loja, precisa fazer com que as pessoas descubram que você existe. Uma das maneiras de fazer isso é pagando.

Há diversas mídias e maneiras de divulgar o seu trabalho, mas como falamos no item anterior, o universo das vendas online está bombando muito mais. Logo, faz sentido que você planeje campanhas patrocinadas em sites de busca e redes sociais. E-commerce bombando = investimento em publicidade online.

Mas lembre-se que, por ser um período de aumento nas vendas para todos os setores B2C (business-to-consumer), os anúncios podem sair um pouco mais caros do que o normal, então é importante separar uma verba maior.

Além do investimento financeiro também é necessário pensar nos investimentos de trabalho e mão de obra. Uma vez que você entendeu os dados e as projeções, como vê as vendas do seu negócio? Vai precisar de ajuda, contratar mais pessoas? Contratar algum serviço? Tudo isso precisa entrar na balança.

Honestidade – cuidado com a Black Fraude

Se você se dispôs a participar da Black Friday, então ofereça descontos reais. Como dissemos anteriormente, o consumidor está cada vez mais consciente sobre as próprias escolhas e sobre o que vai ou não comprar, então aquele negócio de “tudo pela metade do dobro” já não cola.

Criatividade

Você não precisa necessariamente fazer os descontos e outras ações apenas na sexta-feira. Tem empresas que fazem o Black Weekend (fim de semana), o Black November (o mês todo) e até mesmo a Black Week (a semana toda).

Além do mais, ninguém melhor do que você mesmo para saber o que o seu cliente gosta e como fazer para atrair mais pessoas. Uma boa dica é buscar referências na concorrência e até em outros setores que tenham sinergia com o seu, para se inspirar e adaptar boas ideias ao seu negócio.

Organização

Já falamos que a organização é fundamental, mas não custa reforçar. Uma empresa bem organizada é uma empresa que não deixa nenhum cliente na mão, é uma empresa que cresce e é uma empresa que vende muito.

Como me planejar para a Black Friday?

Separamos algumas dicas de como você pode se planejar para a Black Friday sem estresse, sem correria e sem afobação. Quem planeja e executa no tempo certo colhe resultados incríveis! 😉

O que o seu cliente quer?

O primeiro passo é conhecer as suas personas – lembrando que persona é diferente de público-alvo. Passe um pente fino nos seus clientes principais e descubra pontos de convergência entre eles.

Literalmente converse com eles e descubra o que esperam do seu negócio não apenas na Black Friday mas no ano todo. Dessa forma você poderá tomar decisões mais assertivas sobre o marketing e em outras áreas da empresa.

Use e abuse de recursos de venda online

Existem vários recursos que ajudam a vender mais dentro do marketing.

Um deles é o gatilho da escassez. Sabe quando você entra em um site de hospedagem e pacotes de viagem e fica aparecendo aquela mensagem: “Apenas mais uma acomodação disponível. Reserve para não perder”? Isso é estratégia de venda. O consumidor vê aquela mensagem, pensa que realmente vai perder e acaba comprando. Adapte para o seu negócio.

Outro recurso legal é aquele “Quem viu, também comprou...” que vemos em praticamente todos os e-commerces. A loja não está te obrigando a comprar nada, mas está te informando que o seu coleguinha que comprou esse produto que você está vendo também levou esse outro aqui.

Os seres humanos têm um senso de coletivo muito forte, a ponto de se preocuparem em “imitar” o que os outros estão fazendo. Vale a pena testar.

Não descuide do pós-venda

Vender é importante, mas oferecer suporte ao cliente que ficou insatisfeito com algum ponto é tão, ou mais importante que a venda em si.

O processo de compra não termina no checkout. Aliás, ele não termina nunca.

Porque o processo de compra não termina no checkout. Aliás, o processo de compra nunca termina. Você prefere repetir o esforço descomunal que foi atrair um cliente novo ou se esforçar um pouquinho para fidelizar um que você já conseguiu?

Checlist de planejamento

Agora que já falamos sobre todos os pontos que você precisa abordar, vamos deixar aqui um checklist rápido de como se preparar para a Black Friday de 2021.

  • Avalie o seu estoque: é suficiente?
  • Prepare o negócio para o aumento de demanda;
  • Converse com os fornecedores e veja a possibilidade de renegociar contratos;
  • Invista em opções variadas de pagamento;
  • Defina as suas métricas e acompanhe o desempenho delas;
  • Faça com que a equipe de atendimento e pós-venda esteja tinindo;
  • Veja em quais canais de divulgação você vai atuar;
  • Tenha objetivos muito bem definidos para saber se você conseguiu atingi-los depois.

Olha aí quanto conteúdo para você aproveitar e se planejar para a Black Friday de 2021 hein?! Caso queira ficar por dentro de outras dicas incríveis como essa, continue acompanhando o blog! 🧐


Dia das crianças 2021: o varejo não brinca em serviço

O dia das crianças vem aí e dessa vez as expectativas do varejo são altas. Ao longo do conteúdo você terá acesso às principais estatísticas de uma das maiores datas comerciais do ano.

Além de insights bem bacanas, que tivemos aqui na agência sobre como fazer para vender mais e fazer essa época ainda mais divertida para os pequenos.

Partindo do princípio que as crianças têm um grande poder no comportamento de compra dos pais e da família no geral, é possível perceber porque o dia das crianças é importante para qualquer varejista.

Basta se imaginar dentro de um supermercado: sempre tem uma família com crianças pequenas e essas crianças estão constantemente pedindo para comprar alguma coisa que, teoricamente, não precisam.

Revistinhas, doces, brinquedos, roupas, enfim, o céu é o limite. Acontece que, para os pequenos, fazer qualquer coisa que não seja divertida é um martírio.

Portanto, elas vão procurar alguma atividade que proporcione distração, aprendizado ou até mesmo vão tentar ajudar os adultos nas suas tarefas.

Simultaneamente ao excesso de energia das crianças está presente o cansaço dos pais, que só querem comprar o que precisam e desejam que os baixinhos se comportem.

O tato do varejista está em descobrir maneiras de suprir tanto as necessidades dos adultos quanto das crianças.

O próximo dia 12 de outubro é uma ótima oportunidade para isso.

Expectativas do varejo para o dia das crianças

Em 2020 as vendas no e-commerce para a data cresceram 28% em relação a 2019, completando 3,1 bilhões de reais em faturamento.

O número de pedidos no e-commerce também impressiona: 6,58 milhões entre 27 de setembro e 11 de outubro, com um ticket médio de 472 reais.

Regiões do Brasil com mais pedidos em e-commerce durante o dia das crianças Região Sudeste – 3,73 milhões Região Sul – 1,29 milhão Região Nordeste – 1,03 milhão Dispositivos mobile representaram 52% dos pedidos e 50% do faturamento total Fonte: E-bit/Nielsen

As conclusões iniciais que podemos tirar desses dados são: o dia das crianças ainda é uma data extremamente importante para o varejo; ter um e-commerce significa estar presente no meio digital e, portanto, ser visto pelo consumidor; por último, mas não menos importante, é fundamental que a sua loja virtual seja responsiva.

Além disso, também vale a pena passarmos pelos interesses dos consumidores nessa época do ano. Veja o infográfico a seguir.

Quem recebe os presentes de dia das crianças 48% compram para os sobrinhos 42% compram para os filhos 7% compram para si mesmos Categorias de produtos mais procuradas Brinquedos: 58% Roupas: 35% Bonecas/Bonecos: 30% Jogos de videogame: 23% Jogos de tabuleiro: 22% Calçados: 20% Carrinhos de brinquedo: 18% Bicicleta, skate e patins: 18% Itens literários: 17% Smartphones: 16% Tablet/Computador/Notebook: 11% Fonte: Social Miner / Opinion Box

O Social Miner ainda levantou que durante o período a maior parte dos compradores costuma priorizar em média entre uma a duas crianças, com grau de parentesco mais próximo, para presentear.

Mas ainda existe uma parcela de consumidores que abrem o leque e compram presentes para cinco crianças ou mais.
O tempo de decisão também é um fator importante: as pessoas escolhem o que vão comprar entre 15 a 30 dias antes da data, usando o mês de setembro para pesquisar e encontrar a melhor opção.

Os setores que podem se beneficiar com o dia das crianças em 2021, além dos varejistas de brinquedos, são as empresas de moda e acessórios, editoras e desenvolvedoras de games, lojas de artigos para esportes, entre outras.

Na hora de aumentar as vendas, vale uma boa estratégia com objetivos claros.

Já no offline, a expectativa do varejo na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de aumento em 3,4% nas vendas, superando o melhor desempenho até agora, que foi em 2013.

A estimativa é o período deve movimentar cerca de 7,4 bilhões de reais.

Setores que deverão ter melhor desempenho em 2021 durante o dia das crianças: Vestuário e calçados 10,2% de crescimento Brinquedos e eletroeletrônicos 5,7% de crescimento Fonte: CNC

Dicas para alavancar as vendas durante o dia das crianças

Agora que já falamos sobre os dados dos anos passados e das expectativas do varejo em 2021, veja uma listinha que preparamos com ideias para turbinar as suas vendas, tenha você um e-commerce ou uma loja física.

Para quem tem e-commerce

  • Crie banners personalizados, com ações específicas para o dia das crianças. Uma cara nova para o site, uma ação de desconto ou frete grátis pode fazer diferença entre o cliente comprar com você ou na concorrência.
  • Otimize o seu site para os buscadores, principalmente o Google. Dessa forma, ao pesquisar sobre o item que você vende, o cliente vai te achar mais rápido e mais fácil, além de aparecer primeiro nas pesquisas.
  • Marque presença nas redes sociais. Alguns clientes pesquisam sobre a sua loja não só no google, mas também nas redes sociais. Aqui o uso das hashtags certas pode contribuir para o aumento das suas vendas.
  • Ofereça opções variadas de pagamento. A cada dia um novo método de pagamento, mais fácil que o anterior, surge no mundo. Isso tem tudo a ver com quem vende pela internet. Ter mais opções de pagamento também pode fazer diferença na decisão de compra do cliente.
  • Anuncie onde as crianças estão: quando elas pegam o smartphone na mão, em quais aplicativos mexem? O que consomem? Qual conteúdo assistem? Faça a lição de casa e pesquise sobre os hábitos de consumo das crianças.

Para quem tem loja física

  • Criança gosta de uma boa baguncinha. Aposte em atrações e na decoração no seu PDV. Um personagem que está em alta, um artista para fazer pintura facial, mágicos, palhaços, bailarinas... tudo isso chama muito a atenção e pode converter em mais vendas.
  • Promoções e brindes também fazem sucesso. Se combinar essa dica com a anterior, não tem para ninguém. Seja criativo na hora de planejar a promoção ou o brinde, afinal de contas todo mundo faz a mesma coisa; você precisa se destacar da multidão.
  • Divulgue a ação com antecedência. As pessoas não vão comparecer se você não as avisar antes.
  • E a dica de facilitar o pagamento também vale para as lojas físicas. Quanto mais variedade, melhor.

É isso pessoal. Estamos torcendo para que você, empreendedor ou profissional de marketing, se dê muito bem nesse dia das crianças. Até a próxima!


A recuperação do turismo brasileiro no pós-pandemia

Em 27 de Setembro comemora-se o Dia Mundial do Turismo. Aproveitando esse gancho viemos falar um pouco sobre como o turismo é um mercado importantíssimo, principalmente em um país como o nosso, visto pelo exterior como um destino perfeito para férias. Então se você gosta do assunto e quer aprender mais sobre o meio, fica com a gente! 😊

Dia mundial do turismo: origem da data

Quem estabeleceu o dia 27 de Setembro como o Dia Mundial do Turismo foi a Organização Mundial do Turismo (OMT) em 1979, durante a Assembleia Geral de Torremolinos, na Espanha. A data foi escolhida por coincidir com o aniversário da adoção dos Estatutos da OMT em 27 de Setembro de 1970. Portanto, em 2021, a data comemora 41 anos de existência.
O maior objetivo do dia é lembrar as pessoas da importância da atividade turística para movimentar a economia, além de manter valores sociais, culturais e políticos vivos. E como o nosso trabalho é olhar para o turismo do ponto de vista mercadológico, trouxemos alguns dados sobre o Brasil. Veja nos próximos itens.

Turismo no Brasil

Todos os anos o Ministério do Turismo brasileiro divulga informações significativas sobre a movimentação de turistas no país. De acordo com os dados publicados em 2020, no ano de 2019 tivemos 6,3 milhões de visitantes, sem contar os próprios brasileiros que viajaram dentro do território.
Dentro desse número, 3,6 milhões foram pessoas residentes nos países vizinhos de continente. Argentinos são os mais expressivos (1,9 milhão), seguidos dos estadunidenses (590 mil) e dos paraguaios (406 mil).
Ainda de acordo com o documento, os meses de maior movimentação turística são Janeiro e Fevereiro, meses de alta temporada. Os estados mais buscados pelos viajantes são o Amapá (7,8%), Bahia (2,4%), Ceará (5,1%), Paraná (6,2%) e São Paulo (5%).

É importante lembrar que aqui no Brasil temos cidades e até estados inteiros que dependem do turismo para o próprio sustento. E não estamos falando apenas de hotéis, pousadas, guias turísticos e empresas especializadas, mas também bares, restaurantes, supermercados, farmácias, lojas de roupa, feiras livres etc. Não só negócios, mas pessoas físicas também dependem desse mercado para viver.

Turismo durante a pandemia

O Ministério do Turismo divulgou em junho de 2021 a segunda edição da Revista Dados e Informações do Turismo, com informações importantes sobre o impacto que a pandemia causou no mercado.
Os setores mais afetados foram o próprio turismo e o setor de economia criativa, que engloba os serviços de comunicação, arquitetura, artes, cultura e tecnologia. Houve uma redução de 59% de faturamento do turismo brasileiro e 58% na economia criativa. Apesar de todos os esforços, infelizmente era algo previsto, uma vez que todas as fronteiras se fecharam e a recomendação era o isolamento social.

Turismo pós-pandemia

Mesmo assim, já é possível ver uma luz no fim do túnel. De acordo com os dados da Febraban-Ibespe, apesar da maioria da população (54%) acreditar que a situação da economia doméstica só vai melhorar em 2022, 25% dos entrevistados manifestaram o desejo de viajar quando tudo isso acabar. É um sinal claro para os estabelecimentos que dependem do turismo: finalmente eles podem voltar a respirar.

O marketing no turismo

A tecnologia trouxe muitas facilidades para o mundo do turismo, assim como marketing digital tornou o mercado mais assertivo na hora de se comunicar com o cliente. Grandes empresas como AirBnb, Decolar.com, Booking e CVC, que trabalham diretamente com turismo, se valem do marketing para impactar as pessoas certas com o pacote certo de viagens.
Usando o marketing digital fica mais fácil atingir o turista em tempo real. Por exemplo, uma pessoa que viaja para uma cidade turística vai pesquisar sobre os restaurantes, bares e pontos turísticos para visitar.

Onde ela pesquisa? No Google. E você enquanto proprietário de um negócio que depende do turismo precisa estar com seu site 100% otimizado para as buscas orgânicas do Google, além de ficar de olho nas avaliações do Google Meu Negócio, na sua página do Facebook e perfil no Instagram e outros sites relacionados, como o TripAdvisor por exemplo.
E o antes também é importante, a hora que o turista está pesquisando seus trajetos, pacotes e roteiros de viagem. Hotéis e pousadas podem fazer parcerias com conglomerados de hospedagem, como Hotéis.com, Booking, Decolar.com e AirBnb, que já têm um trabalho de otimização orgânica e mais: pagam ao Google para aparecer primeiro nas buscas.
Coloque-se no lugar do cliente e imagine o que você gostaria de saber se viajasse para a cidade onde você atua. Os melhores restaurantes, os melhores bares, os melhores passeios, enfim, tudo que agrega informação e valor para a experiência dele.

Outra dica importante é, depois da conversão, ou seja, depois que o cliente comprou a hospedagem, o passeio ou fez a reserva com você, manter esse cliente feliz e incentivá-lo a fazer uma avaliação positiva no seu Google Meu Negócio ou no TripAdvisor. Quanto mais avaliações positivas, melhor.

Para o consumidor é muito importante a opinião de pessoas que já tiveram a mesma experiência, aliás, em todos os aspectos da vida somos assim: sempre pedimos indicação de amigos e familiares sobre todos os assuntos que não dominamos muito bem.

Por hoje era isso, pessoal! Esperamos que a pandemia esteja realmente no final e que 2022 seja um ano melhor para todos nós. Se gostou do conteúdo, compartilhe! 😊


Outdoor e Mídia Offline: Ainda Vale a Pena?

Por que anunciar em outdoor em plena era da internet? Será que o tempo da mídia offline acabou? É o que veremos no conteúdo de hoje. Bora?

Você consegue bater o olho em um outdoor e não ler o que está escrito? Quando eu era criança e estava aprendendo a ler, conseguir entender as palavras naquelas enormes placas era um desafio pessoal. Depois que a gente aprende de vez a ler, fica impossível bater o olho em um amontoado de letras e não ler o que está escrito.

E se você, assim como eu, gosta de apreciar as viagens de carro, ônibus ou moto olhando para a paisagem, muito provavelmente vai topar com uma série de outdoors por aí. E é bem provável que leia todos eles.

Com a chegada dos anúncios na internet, a mídia offline acabou ficando um pouco para escanteio, uma vez que demanda investimentos maiores e gera dados indiretos de impacto sobre as vendas de um negócio.

Porém, ela não deve ser descartada, já que como tudo no meio do marketing e da comunicação, depende de vários fatores importantes. Veja abaixo quais são os maiores benefícios de utilizar a mídia offline.

Alcance direcionado e ilimitado

Não importa quantas vezes uma pessoa passar na frente de um outdoor, ela sempre vai vê-lo. Isso significa que o alcance é ilimitado; se numa avenida de grande movimentação diária passam 5 mil pessoas por hora, só no horário comercial já são 50 mil visualizações.

Além disso, outro benefício do outdoor é o seu direcionamento, afinal ele fica ali, paradinho no mesmo lugar, então abrange as pessoas da região que estão indo a um determinado lugar. Um exemplo comum e bons posicionamentos são os outdoors nas rodovias, que avisam o tempo que falta para chegar em um estabelecimento comercial. Postos de gasolina e grandes restaurantes costumam usar essa estratégia – que facilita muito a vida do cliente.

Full time

A mensagem nunca para de ser entregue, uma vez que, em qualquer momento do dia, a informação estará disponível. Não há interrupções na entrega. A mídia out of home, aquela que está nas ruas, nas praças e avenidas, não precisa ser ligada, comprada, folheada ou acessada. Basta passar perto dela para o impacto acontecer.

Ouvindo a voz da experiência: Luciana Cezarini

A Luciana é a responsável pelas mídias aqui na Spaço, e de acordo com ela a mídia offline ainda tem muito valor e agrega demais à percepção de uma marca. Ela diz: “O Outdoor tem grande importância em uma campanha, pois conseguimos segmentar o público de acordo com a região e levamos vários dados em consideração, como a concentração do público de determinada região, o poder econômico, se é um lugar mais residencial e/ou comercial etc”.

Além disso, o outdoor também é um grande aliado na segmentação da campanha: “Podemos anunciar no caminho de grandes centros de compras, como supermercados e shoppings, além de estabelecimentos de lazer, como cinemas, restaurantes, clubes, casas noturnas, bares e parques. Ou seja, é um grande aliado na segmentação local de uma campanha”, comenta a nossa colega.

E ainda arremata: “É muito visual, ajuda a fixar a imagem de uma campanha e associar a outras peças publicitárias. Por isso é muito importante criar um mix de mídia, que ajuda a impactar o público final em sua jornada diária”.

Dados importantes sobre os impactos do outdoor

De acordo com uma pesquisa da Kantar Ibope Media, os outdoors têm 65% de penetração entre os consumidores. Isso significa que aproximadamente 7 em cada 10 brasileiros são impactados por esse tipo de propaganda durante 30 dias.

Só podemos chegar a uma conclusão: o outdoor ainda funciona, e funciona muito bem. Da próxima vez que precisar sair de casa, repare nas marcas que usam essa estratégia em seu marketing. Você vai perceber que a grande maioria das comunicações são de empresas grandes e renomadas em seus ramos de atuação.

Lembrando que mídia exterior ou out of home, como também é conhecida, não engloba apenas outdoor, mas também:
● Busdoor: adesivação ou plotagem de ônibus e outros modais como trens urbanos;
● Fachadas de prédios, casas e outras construções;
● Telas luminosas, que são os outdoors com LED;
● Mobiliário urbano, como pontos de ônibus, murais, bancos de praça, placas de rua, bancas etc.

A mídia offline não morreu! Se quiser saber mais sobre isso, clique aqui.

Bônus: campanhas com outdoors que deram muito certo

Agora, para te inspirar, veja essas campanhas extremamente criativas que deram muito certo usando outdoors.

1. “Use a eletricidade com sabedoria”, outdoor com apenas uma lâmpada acesa.

 

2. Campanha da Petrobras para os Jogos Panamericanos de 2007.

 

3. O McDonalds, que fez um cálculo de posicionamento do sol para indicar o melhor produto para consumir de acordo com a hora do dia. Genial!

 

4. A Tramontina, para promover suas ferramentas, criou um molde e montou a casinha acima do outdoor, como se alguém tivesse destacado as peças.

 

5. Esse molho de pimenta, tão forte que “queimou” a lona do outdoor.

 

7. Essa divulgação da série Drácula, que de dia mostra estacas com sangue escorrendo e, à noite, forma o perfil do temido vampiro.

 

8. A Hot Wheels, que com uma simples brincadeira passou a sua mensagem

 

9. A Faber Castell, que criou uma campanha simples mas incrível, que contou com um recurso gratuito: a beleza do céu. O texto é “Olha, eu posso desenhar o céu”.

 

10. A Panasonic, para divulgar seu aparador de pelos, usou os fios de alta tensão da cidade.


Qual é a importância dos dados nas decisões do marketing?

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância dos dados nas decisões de marketing, mas sabe o porquê disso? De onde vem essa constatação e como deve rumar a empresa para um caminho mais data driven (direcionado pelos dados)?

Hoje vamos entender qual é a real importância não só dos dados, mas também da interpretação deles, de onde essa importância vem e como fazer para começar a aplicar as informações no planejamento estratégico da empresa. Vamos lá?

Uma pequena revisão: propósito, negócio e planejamento estratégico

O negócio traduz o propósito da empresa: o porquê de sua existência. Vivemos em sociedade, em grupos gigantescos de pessoas que estão, o tempo todo, exprimindo necessidades e comportamentos que vão mudando ao longo do tempo. Em resposta a essas necessidades e comportamentos surgiram as empresas, que as atendem em troca de remuneração financeira.

Uma vez que a empresa toma consciência de qual é o seu propósito, fica fácil começar a definir quais são os seus principais objetivos e como atingi-los. A esse processo damos o nome de planejamento estratégico, que tem etapas, prazos e processos específicos para cumprir, de modo que a organização chegue onde tem que chegar.

O planejamento estratégico não envolve apenas o setor de marketing, mas sim a empresa inteira, todos os setores, todos os colaboradores, todas as lideranças. Cada um tem um papel para cumprir e os envolvidos devem estar cientes de quais são os objetivos para entender melhor suas funções.

O que os dados têm a ver com a empresa

A partir do momento que o planejamento estratégico é definido, torna-se fundamental avaliar o progresso da empresa periodicamente, e só é possível fazer isso quando os gestores têm estabelecido os índices de performance, ou seja, as métricas que vão apontar se os objetivos estão sendo cumpridos ou não.

E o que são esses índices de performance? Uma variável que organiza os dados e as informações. Todos os dias no Brasil e no mundo, as empresas geram muitos dados. É a partir daí que os relatórios de progresso são criados e fica possível entender se o planejamento está sendo cumprido, o que está bom e o que pode melhorar e como melhorar.

Os dados e o marketing

O mesmo acontece com o planejamento do marketing dentro de uma empresa; a única diferença é que aqui, os dados avaliados não são internos, e sim externos, com relação ao comportamento dos consumidores.
Mas por onde começar? Como definir os índices de performance? A resposta é um grande DEPENDE. O volume de informação que temos disponível hoje em dia é enorme, e a chance de nos embananarmos com isso é considerável. Então, antes de mais nada, precisamos nos voltar para dentro da empresa e revisitar qual é o propósito e o planejamento estratégico dela enquanto organização e, a partir daí, começar a pensar nos planos para o marketing.

Todo e qualquer projeto que assumimos na vida, seja ele pessoal ou profissional, tem um objetivo, mesmo que o objetivo seja apenas a diversão, mas ele está lá. Nada é sem propósito. No marketing a premissa é a mesma: todas as ações têm um objetivo, e se têm um objetivo, precisamos saber se ele está sendo atingido ou não, certo? Do contrário, é apenas desperdício de tempo, dinheiro e força de trabalho. E como descobrimos se a meta está sendo cumprida? Definindo índices de performance da ação e avaliando os dados gerados.

Um exemplo prático

Nada melhor que um bom exemplo prático para compreender o assunto. Vamos supor que um supermercado notou que as vendas estão caindo, mas não há um motivo aparente. Os preços não subiram, o atendimento ao cliente permanece o mesmo, a qualidade também, e todos da equipe estão com um enorme ponto de interrogação em suas mentes, porque não conseguem identificar onde estão errando.

O primeiro passo que o gerente de marketing deu depois de fazer uma criteriosa avaliação interna e perceber que o problema não estava no supermercado, foi olhar para fora. Foi então que ele notou que, entre todos os supermercados da cidade, o dele era o único que não estava fazendo uma promoção que dava prêmios para seus clientes. A-há!

O que foi feito aqui? Nada mais do que uma grande avaliação de dados e informações. A equipe de marketing fez pesquisas de satisfação com os clientes e comparou com pesquisas anteriores, avaliou os preços e comparou com ofertas dos meses anteriores, visitou a loja para conferir como estava a apresentação dos produtos e tudo estava bem.

A partir do momento que ficou constatado que o problema não era dentro, o gerente voltou o olhar para fora, a fim de tentar descobrir o que a concorrência tinha que eles não tinham. Outra análise de dados e informações foi feita, até que o motivo finalmente ficou evidente.

Os clientes estavam se evadindo porque, apesar de boas ofertas e bom atendimento, a concorrência, além de fazer isso, ainda dava a oportunidade de eles ganharem alguma coisa. Identificou-se, portanto, a necessidade de criar uma promoção com prêmios.

Uma vez que a promoção foi criada e o planejamento de divulgação foi cumprido, as vendas voltaram a subir e o supermercado voltou a crescer. Se não fossem os dados, o que teria acontecido?

Dados são importantes o tempo todo

O exemplo foi de uma queda de vendas, mas não é necessário esperar que isso aconteça com o seu negócio para começar a pensar em analisar dados e informações, porque eles não servem apenas para te ajudar a recuperar vendas, mas também para crescer no mercado e atingir novos objetivos.


Dia dos Pais 2021: Expectativas do Varejo

Não podemos negar a importância do Dia dos Pais no varejo, principalmente para os segmentos de moda, cosméticos e alimentação. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Behup, para 8 em cada 10 pessoas o Dia dos Pais sempre vai ser uma data importante, com ou sem uma pandemia acontecendo.

Nessa mesma pesquisa, as pessoas consultadas informaram que consideram o Dia dos Pais a segunda data comemorativa mais importante do ano, perdendo apenas para o Dia das Mães.

Fica claro então, através desses dados, que o varejo pode aproveitar a data para aumentar suas vendas. Se quiser saber como fazer isso, fique com a gente até o final do texto!

Origem do Dia dos Pais

O primeiro Dia dos Pais que se tem registro no Brasil foi comemorado no dia 14 de agosto de 1953, dia em que o publicitário Sylvio Bhering criou um concurso para homenagear 3 pais: o mais velho, o mais novo e o que tivesse mais filhos. Somos, inclusive, um dos únicos países que comemoram o Dia dos Pais no segundo domingo de agosto; no restante do mundo, a data é comemorada no segundo domingo de junho.

Dia dos Pais e a Pandemia

Podemos ter a impressão de que as pessoas gastariam menos com datas comemorativas por causa da pandemia e da crise econômica que o Brasil enfrenta, mas o que aconteceu foi o oposto: o comércio online cresceu muito.
Em 2019 a Serasa Experian registrou um faturamento de 2,37 bilhões só com vendas em e-commerce durante a época de Dia dos Pais, e em 2020 esse número subiu para 3,34 bilhões.

Isso significa que, apesar das restrições de acesso a lojas físicas, os consumidores não pararam de comprar, só pararam de sair de casa para comprar. Quem já tinha loja online nessa época, se deu bem. E para esse ano, a tendência segue, uma vez que 61% dos consultados disseram que pretendem sim comemorar o Dia dos Pais em 2021.

Como os Consumidores vão Comemorar o Dia dos Pais em 2021?

Desses 61% que responderam a pesquisa dizendo que vão comemorar a data esse ano, 32% é o número de pessoas que pretende preparar uma refeição especial. O bom e velho churrasquinho de domingo nunca sai de moda.

Além disso, outras atividades caseiras também estão no radar dos consumidores, como fazer uma visita e conversar à distância, ligar ou fazer uma videochamada, pedir delivery ou assistir um programa na televisão; todas essas foram citadas durante a pesquisa. No que diz respeito a presentes, as categorias mais procuradas são:

- Roupas;
- Perfumes;
- Calçados;
- Almoço ou jantar;
- Produtos de cuidados pessoais;
- Acessórios;
- Eletrônicos;
- Bebidas;
- Chocolates e outros doces.

Outras Tendências do Varejo em 2021

Numa pesquisa feita pela Adyen com 2.000 brasileiros, outros dados interessantes foram descobertos sobre o comportamento dos consumidores. Veja só:

- 90% dos consumidores dizem que não pretendem comprar de marcas que tenham uma experiência ruim de compra, tanto online quanto offline;
- 68% deles preferem lojas com um visual mais clean e bem decorado, que fuja do padrão corredor e setor;
- As maiores exigências dos consumidores para o pós-pandemia são pagamentos sem complicações, navegação intuitiva em aplicativos e sites mobile, ótima experiência de compra e segurança.

Dicas para vender mais nesse Dia dos Pais

Agora que você tem mais informações sobre as tendências do varejo, principalmente para o Dia dos Pais, que se aproxima, já pode colocar algumas ações em prática para aumentar o ticket médio, vender mais e aumentar o seu faturamento com a data.

Venda o que as pessoas estão buscando

No item “Como os Consumidores vão Comemorar o Dia dos Pais em 2021?” falamos sobre alguns dos presentes mais procurados pelas pessoas para presentear os pais. Existe a possibilidade de aproveitar essa onda, fazer uma ação promocional e chamar a atenção dos seus clientes para a sua loja?

Se o seu nicho se aproxima de uma dessas categorias, fica mais fácil. Se não, sempre existe a possibilidade de criar parcerias com outras empresas. O importante é começar a pensar já e colocar seus planos em prática o quanto antes. Aposte em preços competitivos, entrega rápida, promoção de frete, tudo que for atrativo para o público alvo.

Aposte em um bom marketplace

Grandes varejistas já abriram as portas para lojas parceiras embarcarem nos inúmeros acessos e visualizações de seus portais. Marcas como Casas Bahia, Magazine Luiza e Americanas, por exemplo, têm muitos parceiros que concretizam suas vendas através das suas plataformas.

Os consumidores já confiam nessas marcas, e o alcance delas é muito grande. Use esse alcance a seu favor e aproveite para vender mais.

Gere expectativas e encontre o seu diferencial

Pense em um gigante como o Mercado Livre. O diferencial da marca é fazer entregas rápidas. Os clientes compram em um dia e o produto chega em casa no outro! E eles já estão testando entregas no mesmo dia. É revolucionário. Para o consumidor final, pode ser simples, mas para o Mercado Livre, demanda muita logística, muita estratégia e muito foco. Agora pense na sua loja. Qual é o grande diferencial dela? O que a sua marca faz que outras não fazem?

Personalização

Algumas marcas aproveitam a sazonalidade para oferecer produtos personalizados, com o nome dos pais, ou o time para qual torcem, uma data importante, enfim. O que vale é o atrativo para que os clientes se encantem e comprem com você.

Feliz Dia dos Pais!

Seja você uma pessoa que trabalha com varejo ou não, nós aqui da Spaço desejamos que a data seja repleta de muito amor, união e carinho. Feliz Dia dos Pais!


Music Branding: Como usar Música Para Vender Mais

A música tem o poder de mudar o nosso humor, e não sou eu que estou dizendo: são os inúmeros estudos sobre o assunto que comprovam. E você também sabe disso, porque mesmo que não seja fã de música, pelo menos uma da sua infância traz boas memórias e te deixa nostálgico. E isso é o quê? Mudança de humor.

Sabendo disso, profissionais especializados em marketing e vendas criaram o Music Branding, uma estratégia que se baseia na música e nos sons para vender mais. Esta é uma das aplicações do marketing sensorial e vamos aprender um pouco mais no post de hoje.

 

Antes do “Music”, o Branding

O primeiro passo para começar a investir na música para aumentar as vendas é entender qual é o conceito da marca e, principalmente, qual é o seu público-alvo. Isso porque assim como no meio empreendedor, existe uma infinidade de tipos de música, e um ritmo que agrada determinadas personas pode não ser o ideal para outras. Veja alguns exemplos:

• Música clássica é melhor do que as mais tocadas da Billboard para vender vinhos porque os clientes que compram ao som desses instrumentais ficam inclinados a adquirir garrafas mais caras.
• Restaurantes que tocam música clássica também vendem mais, mas tem um porém: esse tipo de trilha traz uma sensação de refinamento, remetendo a um alto valor agregado ao produto ou serviço; isso pode afastar pessoas de menor poder aquisitivo.
Por esses motivos é importante avaliar o seu público-alvo e do que ele gosta. Não basta colocar uma caixa de som no PDV e tocar qualquer coisa. Todo ano o Spotify divulga dados interessantes sobre o conteúdo consumido por seus assinantes, por exemplo. Sendo o streaming de música mais assinado pelos brasileiros, com 61,6% dos consumidores, vale a pena conferir.
Você também pode fazer uma rápida pesquisa interna, observando o fluxo de clientes da sua loja. Quais são os perfis? Homens? Mulheres? Qual a idade? Do que eles gostam? Dedique algum tempo do dia para prestar atenção e até mesmo perguntar a eles sobre seus gostos musicais e explique que pretende colocar algumas playlists para tocar na loja. A opinião mais importante sempre é a do seu cliente. Ouça o que ele tem a dizer.

 

O que a música pode fazer por você

• Aumentar as vendas: se você trabalha no varejo, músicas animadas favorecem as compras por impulso, além de elevarem o estado de espírito dos consumidores para o bom humor e a sensação de urgência na compra.
• Ajuda na percepção da marca: se houver mais de uma unidade do seu estabelecimento – no caso das franquias, por exemplo - usar uma mesma playlist, com músicas parecidas, ajuda o cliente a entender quem é a marca e quais são suas características, junto com os outros sentidos – visão, olfato, paladar e tato.
• Equilibra o fluxo de clientes: a música calma deixa o cliente calmo. Música agitada deixa o cliente agitado. Use essa informação para equilibrar a movimentação das pessoas dentro da loja.
• Diminui a poluição sonora: quando bem usado, o music branding ajuda a diminuir sons como conversas entre funcionários, barulhos de fora da loja, entre outros. Mas para isso é bom contar com equipamentos de áudio de qualidade; do contrário, os clientes vão fugir e nem vão saber o porquê.
• O volume também pode ajudar: assim como no caso da poluição sonora, o volume da música pode ser um grande aliado nas vendas. Se você tem uma loja em um local movimentado, como um centro comercial, pode aumentar e baixar o volume de acordo com o movimento a fim de abafar os sons de fora, aumentando o bem-estar do cliente.
• Informativos: ao longo da playlist, assim como os grandes supermercados fazem, você pode incluir spots, que são rápidas locuções com promoções, informativos da loja e outros conteúdos que achar interessantes, como se fosse uma rádio própria. Isso pode influenciar o consumidor a comprar mais.

Lembrando que o music branding não precisa ser só dentro do PDV: é possível criar playlists para datas especiais, ou então com as mais tocadas da loja, para que os consumidores possam ouvir ao longo da própria rotina. Sabendo disso, aqui na Spaço temos o nosso perfil no Spotify, onde sempre divulgamos várias playlists bacanas. Veja clicando aqui. Use essas técnicas e depois conte aqui pra gente se deu resultado!

 


Marketing Sensorial: Como Aplicar no PDV

Por definição, o marketing sensorial é uma estratégia de marketing e vendas que tem como objetivo atingir os 5 sentidos dos clientes dentro do Ponto de Venda (PDV). Os sentidos mais explorados são a visão e a audição, uma vez que todo lojista se preocupa com o que o cliente vai ver e ouvir.

É daí que vêm as técnicas de organização e exposição de produtos, música na porta da loja ou rádio interna. Ao mesmo tempo, é raro presenciar discussões entre os funcionários ou qualquer experiência auditiva ruim no PDV, porque tudo conta como ponto positivo ou negativo aos sentidos do cliente, e pode determinar se ele vai comprar ou não com você.

Porém, os seres humanos não têm apenas olhos e ouvidos, mas também boca, nariz e pele, responsável pelo tato. E você pode explorar um universo inteiro de experiências com o marketing sensorial seguindo algumas dicas. Para saber mais, fique com a gente!

Os 5 sentidos

Antes de falar sobre o marketing sensorial em si e como aplicar, precisamos saber como cada sentido influencia na concretização – ou não – de uma venda.

Visão

A visão é um dos sentidos mais importantes, porque ela é o primeiro contato com a loja, o primeiro sentido a ser estimulado mesmo antes do cliente entrar ou fazer contato.
• Faça uma análise da fachada da loja com olhos de consumidor. Se você fosse um possível cliente, entraria na sua loja? A fachada é convidativa? Dá vontade de entrar e conhecer?
• Se você também vende pela internet, como é o seu site? Os produtos estão bem organizados, tem informação detalhada sobre eles? A comunicação está certinha? Tudo isso conta.
• Uma vez dentro da loja, o que o cliente vê primeiro? A mercadoria está organizada? Quais cores são predominantes?

É através da visão que enxergamos as cores, e cada cor passa uma sensação, mesmo que inconsciente, às pessoas. Pegue por exemplo grandes marcas e associe as cores que elas mais usam aos seus produtos principais.

Vermelho e amarelo, por exemplo, são cores usadas por grandes redes de fast food e restaurantes, porque dão uma sensação de apetite.

Enquanto isso, o cinza e o azul escuro já são cores que remetem à seriedade e profissionalismo. Não é à toa que a maior rede de profissionais do mundo, o LinkedIn, tem essas cores no logo.

No PDV as cores que mais estimulam o cliente a ficar dentro da loja – e até gastar mais – são o marrom e o laranja. Esse último inclusive traz emoções positivas, com a sensação de criatividade e entusiasmo.

 

Olfato

É pelo cheiro que a maioria das nossas memórias afetivas são ativadas. Podemos ouvir uma música antiga e lembrar da adolescência, mas nada proporciona nostalgia maior do que quando sentimos um cheiro da infância, como terra molhada, um perfume que a nossa avó usava ou o simples cheiro de um livro novo.

É claro que não tem como adivinhar os cheiros da infância de cada cliente, mas este foi apenas um exemplo. É possível adaptar o cheiro para algo que ajude a vender mais. Por exemplo, na rede de lojas O Boticário, basta passar na frente da porta para sentir o perfume. Não existe marketing melhor para uma empresa de cosméticos do que os clientes saberem de longe o cheiro delicioso dos seus produtos.

Ao mesmo tempo, empresas do ramo da alimentação podem vender seus pratos pelo cheiro: se você está na praça de alimentação de um shopping, decidindo o que vai comer, qual cheiro predomina? McDonalds, acertei? E nem precisa ser numa praça de alimentação; ao passar na frente de uma unidade do Mc você vai sentir o cheiro sem sair do carro. Isso porque a marca sabe que o cheiro ajuda – e muito – a vender mais.

E por mais que grandes cadeias de restaurantes como o McDonald 's, Burger King e Bobs, por exemplo, vendam produtos parecidos, o cheiro não é igual. Cada um tem o seu, e a marca que explora isso melhor sem dúvidas é o McDonalds. Ela tem o cheiro mais forte, mais característico e mais gostoso também.

Você pode aplicar isso à sua marca, criando ou escolhendo um aroma específico como marca registrada da sua empresa. Funciona tanto para lojas físicas quanto para e-commerce. Esse aroma precisa conversar com o conceito da marca para fazer sentido, e sempre que os consumidores sentirem esse cheiro, lembrarão de você. Tem marketing melhor que esse? Ser lembrado pelo cheiro? Veja outras marcas que exploram bem o olfato:
• Melissa
• Nutty Bavarian
• Avon
• Starbucks
• Casa de Bolos
• MMartan

 

Audição

Assim como a visão, a audição é um dos sentidos mais explorados pelos PDVs. É comum andar pelo centro comercial de uma cidade grande e ver inúmeras caixas de som espalhadas nas portas das lojas, disputando pela atenção da massa, juntamente com locutores criativos que brincam e anunciam as ofertas.

Isso acontece porque os lojistas sabem que o nosso humor pode melhorar até 65% se ouvirmos um som que traga boas sensações. Porém, é importante lembrar: nem todo som remete a coisas boas para todas as pessoas. Veja só:

• Música eletrônica e pop trazem a sensação de otimismo e são ótimas para lojas que têm um público mais jovem. Em contrapartida, esse tipo de som não costuma agradar pessoas mais velhas.
• Música clássica traz um tom de refinamento para o PDV, e é perfeita para lojas cujo público pertence a classes sociais mais altas. Por outro lado, esse tipo de música não segue muito o estilo de pessoas mais jovens e/ou de classes sociais mais baixas.
E é claro que a audição não precisa ser estimulada apenas com música. Muitos sons podem compor o ambiente de um PDV. Se você tem uma loja infantil, por exemplo, e fizer sentido, você pode colocar sons de animais e da selva, uma vez que as crianças adoram aventuras.

 

Tato

Quem nasceu no estado de Minas Gerais entende a expressão “ver com a mão”. Poder tocar o que desejamos pode melhorar o nosso humor em até 29%. Então, pense assim: o seu cliente vai querer pegar as mercadorias na mão, ou vai precisar encostar em determinados lugares do PDV. Como é a sensação disso? Dá para melhorar? Veja alguns exemplos:

• Lojas de roupas: além do próprio tecido dos produtos, como são os provadores da loja? As cortinas são macias ou duras? E os bancos e sofás, são confortáveis? Tudo isso contribui para a percepção geral do ambiente.
• Lojas de materiais de construção: como ficam expostos os materiais de acabamento, como pisos, revestimentos, pedras e porcelanatos? Os clientes gostam de passar a mão no produto para sentir a textura dele. Como é essa experiência na sua loja? O mesmo vale para papéis de parede, portas, janelas, móveis e catálogos de tintas.

 

Paladar

Nem todos os estabelecimentos se beneficiam com clientes sentindo fome. Restaurantes e supermercados sim, uma vez que, quanto maior a fome, mais a pessoa gasta. Mas e os outros varejistas? Como podem aproveitar o sentido do paladar?

A fome é uma necessidade fisiológica, portanto, se possível, ninguém espera para suprir. Se você não tem nada no seu PDV para enganar a fome dos clientes, eles irão embora – na maioria das vezes, sem comprar nada. Sem contar a questão de que, quando temos fome, nosso humor oscila para o lado negativo, o que contribui para consumidores mal humorados.

Uma vez que você vai começar a investir nisso, pode explorar a criatividade: que tal lanchinhos individuais, um cafezinho ou biscoitos? O gasto é baixo e o retorno é grande: clientes mais felizes ficam mais tempo na sua loja.

Por onde começar?

Para começar a aplicar o marketing sensorial na sua loja, faça um Raio-X completo dela. Verifique o espaço, a estrutura e a organização. Antes de pensar em estratégias de venda, cada coisa precisa estar no seu lugar e o espaço precisa estar otimizado. Lembre-se: o cliente precisa circular livremente pela loja e ter acesso fácil a qualquer produto, seja alcançando com as mãos ou vendo através de uma vitrine.

Depois reflita: quais sentidos você quer provocar? Dentro do escopo de produto que você oferece, o que faz sentido? Se puder aplicar todos, adaptando o contexto para o seu público-alvo, melhor. Quanto mais incentivos para o cliente permanecer na loja, maior a probabilidade de ele comprar.

Uma dica extra: faça pesquisas internas com os seus colaboradores e também com os clientes, pergunte a eles o que pode ser melhorado no PDV não só no que diz respeito ao marketing sensorial, mas no todo. Feedback é sempre importante para saber onde estamos acertando, onde estamos errando e como melhorar cada vez mais.